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Por que se alimentar com mais consciência? - É possível viver sem carne?

  • Giulie Cristina Oliveira
  • 18 de mar. de 2018
  • 4 min de leitura

Por que se alimentar com mais consciência?

A questão não é ser ou não ser vegetariano/vegano. O ser humano não é herbívoro, é carnívoro. Já dizia um velho xamã , "temos caninos" portanto somos carnívoros. Assim como outros animais que comem animais . Animais estes que fazem parte de sua alimentação.

Claro que nossos caninos hoje não são tão afiados, mas inicialmente um canino na boca "serve" para rasgar a carne.

Quando estudamos biologia vemos que crocodilos se alimentam, principalmente, de peixes, aves aquáticas e mamíferos de pequeno e médio porte.

A baleia alimenta-se principalmente de arenques, de capelins e de crustáceos que compreendem o krill e os copépodes. A quantidade é de cerca e 3 toneladas por dia em alimento.

Perfeito e assim o eco sistema está garantido dentro de uma ordem magnificamente inteligente.

Mas e o seres humanos, "inteligentes"... planejam , criam estratégias , desmatam, fazem gigantes fazendas de uma única plantação de um único produto evitando assim uam alimentação natural... e fazendo uma alimentação baseada em todo um sistema não natural.

Esta agricultura e pecuária, além da criação de demais animais para corte, não respeita o tempo e espaço da natureza em si. Ela sofre com a intervenção humana de forma desenfreada.

A população de gado e porcos para corte hoje é maior que a de pessoas no Brasil. Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.

E isto é :

Cruel aos animais que são escravizados, alimentados para engorda e tratados de forma dolorosa muitas vezes. E danoso, pois há necessidade do desmatamento para os pastos cada vez mais vastos. Danoso também ao clima, pela grande quantidade de gás carbônico produzido pelos animais. Mas também muito importante: danoso ao corpo humano.

Nos últimos 30 anos, as autoridades dos Estados Unidos vêm aconselhando os americanos a diminuir a ingestão de carne vermelha e manteiga por causa de suspeitas de que a gordura saturada presente em grande quantidade nesses alimentos aumenta a taxa de colesterol e, com isso, causa ataques cardíacos. O conselho virou norma no mundo todo – a Organização Mundial da Saúde e vários governos adotaram a política de reduzir a gordura saturada.

Carne é tecido animal, em geral muscular. As fibras que a compõe são feixes de células musculares, enroladas umas nas outras. Em volta delas há uma cobertura de gordura, cuja função é lubrificar o músculo e permitir que ele relaxe e se contraia suavemente. Ou seja, não há carne sem gordura.

Mas esta afirmação vai em choque com outras informações.

Uma delas é a Europa mediterrânea. Lá, desde que terminaram os rigores da Segunda Guerra, o consumo de carne vermelha tem aumentado. Pois bem: a taxa de doenças cardíacas diminuiu no mesmo período. E a França? O país da pâtisserie, fã ardoroso das carnes vermelhas de todo tipo, onde qualquer almoço começa refogando o que quer que seja em manteiga derretida, tem uma das mais baixas taxas de mortes por ataque cardíaco do mundo.

O que diferencia estes locais com resultados mais saudáveis a sáude do ser humano aos Estado Unidos , por exemplo. È a variedade na nutrição de cada um.

Os franceses, e os mediterrâneos em geral, tem uma dieta variada e rica em vegetais frescos, azeite de oliva (tido como redutor de colesterol), vinho e carne de todos os tipos. Ao contrário dos americanos, esses povos comem com calma, em ambientes descontraídos.

Em uma palestra do indígena, Inti Guarando Arcoballeno, do Perú, o mesmo afirma que os índios em seu grupo vivem mais e com mais saúde por questão alinhada a informação acima. Ele diz que a alimentação de sua família/grupo respeita a época de cada “safra”, e diz que a natureza é muito farta com uma infinidade de alimentos que podem nos nutrir. Mas que , porém, comemos muito das mesmas coisas sempre. Não há variedade de legumes, verduras, hortaliças e frutas na nossa alimentação”, povos “civilizados”. E que isto faz com que não absorvamos tudo o que poderíamos em uma dieta variada para uma vida mais, muito mais longa. Além de que , respeitando os alimentos da época estaríamos favorecendo o ecossistema como um todo e a sua inteligência.

Sem tomar um lado como certo ou errado, é unanime dizer que quanto mais variada e colorida a alimentação, mais benefícios para saúde. E sim , é possível fazer esta alimentação rica sem carne vermelha ou sem carnes de todos os tipos. Pois as variedades de alimentos é gigantesca e traz tudo o que pode ser necessário se houver atenção a esta variedade.

E com a crescente de pessoas vegetarianas, veganas ou que apenas evitam carne todos os dias em seu cardápio, o sistema natural do planeta agradece pois há muitos benefícios da diminuição da criação de animais para corte e no incentivo a alimentos mais orgânicos e mais variados.


 
 
 

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